2008/01/11
2008/01/08
A gostar da Regra do Jogo
Muito bom. Esta estreia da 'Regra do Jogo' na SIC Notícias.
Só posso aplaudir o que António Barreto e José Miguel Júdice disseram sobre a ASAE e a lei do tabaco.
2008/01/07
BCP e Vítor Constâncio
As declarações à RTP do governador Vitor Constâncio.
Mereceu-me especial atenção o último ponto (o sublinhado é meu):
"(...)Falarei [das investigações no passado] mais longamente, certamente quando for à Assembleia da República. Mas o facto é que as irregularidades mais importantes e que estão agora sobretudo em causa resultam de factos que foram ocultados ao Banco de Portugal em anteriores inspecções, que aliás se dirigiam a outros aspectos da actividade do BCP. O Banco fez tudo o que era necessário para garantir do ponto de vista dos rácios de capital e de solvabilidade e da contabilidade do BCP que tudo ficasse reflectido naquilo que foi investigado no passado. Os factos que agora vieram a lume por uma denúncia interna são factos novos e que na altura foram ocultados às inspecções do Banco de Portugal."
Chama-me à atenção a questão da "denúncia interna". Será que já se sabia que as informações chegaram a público por via de uma denúncia interna ao BCP?
Caso BCP em turbilhão
O caso BCP - sim, é melhor começar a designá-lo assim - entrou na fase da irracionalidade completa.
Já faltava de facto pouco. Bastou o Governo meter a mão no assunto para assistirmos agora a declarações e contra-declarações, opiniões e sentenças várias.
Um pequeno exemplo:
Filipe de Bottom diz que o sistema financeiro deve agrader a Joe Berardo. Não será antes à CGD?
PP ameaça com Comissão de inquérito parlamentar caso governador não vá ao Parlamento falando também do salário do reponsável pelo banco central. Mas o governador pode dizer que não vai ao Parlamento? Hoje até já o ouvi dizer que vai sempre que é solicitado.
Ministro das Finanças diz que eventuais crimes no BCP devem ser punidos 'doa a quem doer' - Mas não era suposto ser sempre assim?
Bastonário da Ordem dos Economistas diz que Banco de Portugal tinha a obrigação de saber o que se passava no BCP - Teria? Ainda alguém se lembra do que nunca se soube ao certo sobre as ligações entre o Banesto e o Totta?
E para terminar pergunto se o Banco de Portugal seria o único que tinha obrigação de saber. O governo e especialmente o ministro das Finanças não tinham também obrigação de saber?
Há quanto tempo se sabia, por exemplo, que o BCP emprestava para se comprar acções do próprio banco?
2008/01/06
Comentários
Peço desculpa pelo inconveniente a todos quantos têm tentado publicar comentários. E agradeço os alertas que me têm enviado.
O problema está a ser resolvido.
2008/01/03
Os salários dos gestores
Os salários dos nossos gestores.
De acordo com a Mercer o valor da mediana para os presidente das empresas é de 482.043 euros (ou seja, 50% dos presidentes de empreas ganham no máximo esse valor).
Depois do discurso de Ano Novo do Presidente da República:
"(...)Sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e a necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores.(...).
É oportuno debater um assunto que foi durante 2007 também um tema nos Estados Unidos. O problema não está apenas no BCP.
Confesso que não sei se é alto ou baixo, o que se paga aos gestores. Tudo depende do valor que criam ou criaram.
Em fuga para as mercadorias...
O primeiro dia de trabalho de 2008 antecipa o pior.
Os investidores estão mesmo receosos. Estão apostados que os EUA vão entrar em recessão e, se tudo se mantiver - eu sei que irrita o 'ceteris paribus' mas é assim, como diz o NYT, estamos no anos dos "se" - nós por cá seguiremos o memso caminho.
O petróleo ultrapassou hoje, dia 2 de Janeiro, a barreira dos 100 dólares em Nova Iorque.
O ouro atingiu o máximo de sempre, a 861,10 dólares por onça, acima do recorde de 850 dólares a que chegou em Janeiro de 1980. (Ver FT ).
Assistimos à fuga para as mercadorias, metais e petróleo. As acções em queda.
Num dia em que a Reserva Federal se revelou mais pessimista quanto às persectivas da actividade económica nos Estados Unidos de acordo com a minuta da reunião de 11 de Dezembro, divulgada dia 2 de Janeiro. O crescimento em linha com a tendência deverá regressar, prevêem, em 2009.
Quanto à inflação, "os recentes aumentos dos preços da energia provocarão uma subida temporária da inflação". Mas dada a perspectiva de descida dos preços do petróleo subjacente no mercado de futuros e um alívio na pressão sobre a utilização dos recursos, a Fed está convencida que a inflação se manterá moderada nos próximos anos.
A situação no sector financeiro liga à deterioração do mercado imobiliário levam a Fed a apontar para novas reduções das taxas de juro. A última descida ocorreu no dia da reunião a que esta munita diz respeito, 11 de Dezembro, para 4,25%.
Ver ainda NYT e CNNMoney.
2008/01/02
Auto-promoção - VdaE entre os melhores
Visto da Economia ficou na sexta posição em onze da categoria de Economia &Finanças de Melhor Blog Português, por votação do público e do júri MBP 2007.
Muito obrigada ao júri e a quem votou.
O primeiro lugar coube a Economia & Finanças, o segundo a Capital Intelectual e o terceiro a Pedro e o Blog.
Doutores empresários
As mudanças na economia portuguesa expostas por João Pinto e Castro. Inspirado num trabalho de Filomena Naves no DN, "Os doutores estão a tornar-se empresários"
2008/01/01
O aumento de capital da CGD
A CGD aumentou o seu capital em 150 milhões de euros para 3.100 milhões de euros. Mais 30 milhões de acções subscritas pelo Estado a 5 euros cada uma, com a realização em dinheiro.
Razões:
"(...)Este aumento complementa a geração orgânica de fundos próprios da Caixa Geral de Depósitos, decorrente dos seus lucros retidos, contribuindo para manter os rácios de solvabilidade da instituição financeira em níveis confortáveis e sustentar a continuação do forte crescimento dos activos ponderados verificado ao longo do corrente ano (cerca de 20%)."
Perguntas:
Porque não se esperou pelos resultados, que se perspectivam elevados, e se realizou o aumento de capital por via dos lucros?












